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sábado, 18 de abril de 2015

O Argumento Contra a Fé e o Argumento Pessoal


          As premissas ficam montadas na seguinte hierarquia:

1 - Crenças pessoais fazem ideias diferentes terem o mesmo valor pessoal.
2 - Ideias diferentes com o mesmo valor pessoal se contradizem.

3 -  Portanto a crença pessoal não serve para demostrar que uma ideia é verdadeira.

A primeira premissa é verdadeira?

Existem centenas de crenças espalhadas ao redor do mundo, assim como EQMs e diversas religiões. Todas elas afirmam que sua crença é a verdadeira. A grande maioria possuem a certeza de que aquilo que seguem é verdadeiro e todo o resto é visto como falso. Um exemplo que podemos pegar para entender melhor a crença pessoal é quando avaliamos as mães e pais ao redor do mundo.

Não importa de onde venha, sua mãe e seu pai te amam da mesma forma ou de forma parecida como os meus pais me amam. Não importa sua crença ou de onde ela venha, o que sentimos em relação ao que acreditamos e sentimos é da mesma forma ou de forma parecida. Um fanático é um fanático e o que ele sente em relação ao que acredita é o mesmo que outro fanático que não acredita no que o primeiro fanático acredita, porém ambos possuem o mesmo nível de crença. 

A primeira premissa é verdadeira. Um Radical ateísta tem o mesmo valor que um Radical teísta. Um fanático religioso tem o mesmo valor que qualquer fanático. Se duas ideias ou segmentos possuem o mesmo valor, portanto a crença tem um valor parecido ou igual, independente da ideia. 

A Segunda Premissa é verdadeira?

A segunda premissa diz que mesmo que as ideias possam não se contradizer pessoalmente, ou seja na forma como nos sentimos em relação a elas, isto não quer dizer que racionalmente elas possuem o mesmo valor. Podemos dizer que respeitamos as crenças uns dos outros porém a segunda premissa demonstra que em um debate, ideias diferentes não podem ter o mesmo valor. Ou uma é verdadeira ou a outra é verdadeira ou nenhuma da duas são verdadeiras. 

Isto quer dizer que se utilizarmos a Crença como uma forma de defender o que acreditamos, naturalmente está crença se anulará. Se a pessoa disser que acredita no Deus Cristão, outra pessoa disser que acredita no Deus Islâmico, outra disser que acredita em um ser como uma energia, e um ateu disser que não acredita, todas elas são anuladas. Isto porque o que sentimos, acreditamos ou sentimos, não prova ou evidencia que algo é real. 

Como a premissa (1) e (2) são verdadeiras, logicamente a conclusão (3) também é verdadeira. 

Está é a razão do porque em debates de alto nível, o que se é acreditado de forma pessoal, tem pouco valor ou nenhum valor. Não é possível demonstrar através do que é sentido que uma crença é verdadeira. Qualquer pessoa que diga que deus exista porque sente algo em relação a existência de Deus, tal afirmação não teria valor algum em um debate, da mesma forma que se um ateu diz que deus não existe e sente que deus não existe, isto não prova ou demonstra a inexistência de deus. Ambas as afirmações se anulam, pois ambos sentem o mesmo em relação ao que acreditam ou deixam de acreditar. 
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Item Reviewed: O Argumento Contra a Fé e o Argumento Pessoal Rating: 5 Reviewed By: Gabriel Orcioli